Email Empresarial não é pessoal

Existem várias causas trabalhistas julgadas pelo TST – Tribunal Superior do Trabalho no Brasil, que estão sendo vencidas pelas empresas, onde provas extraídas de contas de emails cedidas pelas firmas aos seus funcionários estão sendo usadas como base para sustentar uma demissão por justa causa.

“Não há ilicitude no ato da empresa que acessa a caixa de correio eletrônico corporativo de empregado”


Sendo assim qualquer comportamento ilícito do funcionário praticado através de contas de email cedidas pelas empresas é passível de demissão.

Digamos que você deixa uma pessoa morar em uma casa sua, após algum tempo você começa a receber reclamações dos vizinhos sobre movimentação estranha na casa, a casa ainda é sua; você então resolve averiguar e, ao chegar à sua casa descobre que esta está sendo usada como ponto de drogas, você não é traficante, não é alguém que apóie essas práticas, o mínimo que você pode fazer é pedir para essa pessoa se retirar de sua casa.

Por mais pesado que pareça o exemplo, é exatamente isso que acontece nas empresas, há funcionários praticam coisas ilícitas pelo email, como repasse de material pornográfico, assédio sexual, piadas pejorativas, falam mal do chefe, da empresa e até dos benefícios que a empresa oferece como uma refeição. Mas falam não querendo uma solução, pois para isso existem as reuniões internas, algumas pessoas querem apenas ver o circo pegar fogo.

As empresas que detectam esse tipo de comportamento, preferem simplesmente demitir o funcionário do que até iniciar um processo contra ele, pois ninguém irá aceitar um comportamento ilícito em sua casa/empresa ou a permanência de alguém que não goste de estar lá e só reclame.

O sistema de e-mail de uma empresa é um recurso exclusivo para fins de trabalho, assim não cabe o uso pelos funcionários para fins particulares. Por isso o empregador tem todo e qualquer direito a monitorar o sistema de e-mails. Se o funcionário quer privacidade, que utilize outro email, como gmail, Yahoo mail, hotmail etc.

Algumas empresas até admitem o funcionário utilizar email externo (gmail, Yahoo, hotmail) para seus fins particulares dentro da empresa, e utilizar o da empresa só para assuntos de trabalho. Outras empresas porem nem deixam o empregado utilizar outro tipo de email que não seja o da empresa, muito justo, pois a rede interna, o acesso a internet, e o salário recebido pelas horas trabalhadas estão sendo pagos pela empresa.

Porém se uma empresa deixa o empregado utilizar email externo (gmail, Yahoo, hotmail) ela não tem o direito de abrir esse tipo de email, pois esta sim é uma conta particular, mesmo que a empresa tenha criado um email do tipo “nomedaempresa@gmail.com” ela não terá direito, pois o site “gmail.com” não é da empresa e sim do Google.

Um email empresarial é padronizado da seguinte forma:
nomedofuncionario@nomedaempresa.com.br
Ou:
nomedosetordaempresa@nomedaempresa.com.br
Ou ainda:
qualquernome@nomedaempresa.com.br

É até indicado as empresas utilizarem somente email interno, isso se quiserem se preocupar com o que entra e o que sai da empresa.

Pois um funcionário mal intencionado poderá passar um email com dados sigilosos da firma para a concorrência.
Se bem que o funcionário que utilizar o próprio email da firma para atentar contra ela além de burrice deve ser demitido por falta de inteligência, pois existem varias formas de se tirar informação de um computador e enviá-la de outro local, como os já famosos pen drives. Solução para isso também? Sim, monitoramento dos próprios computadores, claro.

Se uma empresa fornece um computador para você trabalhar, o computador ainda é dela, então o que você faz com que toda informação gerada também seja dela. Assim como o direito de saber o que você esta fazendo com um equipamento dela.

Injusto? Não, você esta sendo pago para trabalhar, tem um salário mensal para isso, não para ficarem fazendo coleções de smiles, amigos virtuais, lendo piadas ou acessando vídeos no youtube.

Desagradável? Sim! É como ir a um banheiro de porta aberta, ninguém consegue ficar 8 horas por dia só fazendo trabalhos da empresa, o ser humano não tem esse condicionamento. E isso aumentaria o estresse em pelo menos 50%.

Ainda sim se sua empresa quiser adotar este regime, os seus funcionários conseguirão burlar a situação, e em vez de ajudarem uma diretoria a melhorar, tentarão é derrubar uma diretoria tão autocrata.

Funcionários que vivem nesse regime relatam que, como a empresa monitora o tempo que os programas utilizados, como o Excel ficam abertos; eles deixam esses programas aberto e pegam uma folha de papel, começam a desenhar/rabiscar, ou se enchem de café, fazem reuniões espontâneas na copa, gastando assim ainda mais tempo ocioso do que se pudessem fazer o que querem em seus pc’s, pois aonde há agrado, há retribuição.

Uma empresa tem que prezar pelas suas informações, para o caso do email é necessário, para um bom convívio, uma Política de Segurança formalizada.

Muito funcionário nem sonha que isso possa já estar acontecendo na empresa que trabalha, e podem se sentir muito mal ao ser avisado, como se alguém mexesse em sua bolsa. Para evitar esses tipos de constrangimento é necessária uma política interna formalizada, porém, como o computador, o acesso à internet e o e-mail é da empresa, fica subentendido que as informações vinculadas possam ser visualizadas pela empresa.

Um dos casos mais conhecidos é a demissão de um funcionário do HSBC por justa causa que foi pego enviando fotos de conteúdo pornográfico para colegas de trabalho.

O código de prática NBR ISO/IEC 17799 define que a “gestão” da segurança envolvendo pessoas tem como objetivo “reduzir os riscos de erro humano, roubo, fraude ou uso indevido das instalações da corporação. Assim, a norma recomenda que estas medidas sejam tomadas na “fase de contratação”, incluídas em contrato e monitoradas durante a vigência de cada contrato de trabalho.

Um funcionário pode, através do email, enviar vírus anexo com supostos documentos/arquivos de trabalho para todos os colegas da empresa, e conseqüentemente, parar o serviço da empresa, apagar informações dos computadores infectados e até “fritar” o hardware das máquinas, uma simples monitoração pode inibir essa pratica.

O funcionário tem que entender que esta sendo pago para trabalhar, se ele estiver com intenções de prejudicar a empresa, ele poderá responder por isso, se ele não se sente bem, ou não gosta de estar lá, então saia. Nada mais frustrante para um ser humano do que estar num lugar que ele não se sente bem.

O e-mail é para uso de trabalho, teoricamente de propriedade da empresa, logo não se trata de interceptação, pois a empresa é a dona do e-mail. Você? Um simples usuário do sistema.

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